Não leia nada sobre esse jogo
A única progressão é o que está na sua cabeça. Isso significa que qualquer coisa que te contarem rouba algo que não volta — inclusive esta resenha, então pare de ler e vá jogar.
@rafa.dias · no Nodt desde May/2026
Jogo tudo que tem mapa. Metroidvania acima da média.
A única progressão é o que está na sua cabeça. Isso significa que qualquer coisa que te contarem rouba algo que não volta — inclusive esta resenha, então pare de ler e vá jogar.
O Yuasa desenha movimento como ninguém. Cinco personagens, cinco arcos completos, onze episódios. Não sobra nada.
Não te dão o mapa: você compra, desenha e se perde. Foi a decisão mais corajosa do jogo e é por ela que Hallownest fica na memória como lugar, não como fase.
Trocar combate por uma discussão interna de vinte e quatro vozes devia ser insuportável e é o contrário. O teste de dado que você falha costuma render cena melhor do que o que você passa.
Morri mil e poucas vezes e nunca me senti punido. O modo assistência estar ali, explicado sem julgamento, é design de gente adulta.
Passei mais tempo pescando do que na história principal e não me arrependo. O jogo pede paciência de um jeito que quase nenhum blockbuster pede, e quem aceita recebe o melhor epílogo do gênero.
As primeiras vinte horas, antes de entender os sistemas, são das melhores que já tive num jogo. Depois vira rotina — mas que rotina.
O capítulo do Dr. Manhattan em Marte continua sendo a melhor coisa que os quadrinhos fizeram com estrutura de página. O resto envelheceu de forma desigual.
A prosa é densa e proposital, o enredo é quase secundário. Vale pelo vocabulário que ele inventou e que hoje a gente usa sem lembrar de onde veio.